Eu podia pura e simplesmente não ter juizo algum. Sair fazendo coisas insanas e não pensar nas possíveis consequencias dos meus atos. Gritar nomes, revelar segredos, cantar na chuva, beijar bocas, abraçar corpos, ter pessoas.Eu saíria agora e bateria aí na sua porta, e antes que você pudesse falar qualquer coisa eu despejaria verdades em você até que não sobrasse mais nenhuma em mim. E aí depois disso, tomaria atitudes das quais eu não me arrependeria. Seria a rainha dos impulsos, e me orgulharia disso.
Podia ser como as meninas dos textos bonitos, que se entregam de corpo e alma a sentimentos.
Mas quem disse que consigo ser assim?
Sou de um estilo diferente. Falo só o que é realmente necessário que você saiba, e deixo claro que não me entrego de completo nunca. Sou um impulsiva in rehab. Tenho o mistério dentro de mim, e pra decifrar tem que me convencer de que realmente vai valer a pena mostrar.
Por isso me recuso a acreditar que não ter juízo pode ser realmente bom assim, apesar de que confesso que nos meus sonhos é mais fácil não ter juizo. Lá eu não preciso lutar com as palavras toda vez que te vejo. Não preciso lutar contra os estímulos nervosos do meu corpo quando te escuto. E não preciso fechar os olhos pra desviar do perigo que é você.
sábado, 30 de outubro de 2010
Juizo
Postado por Bianca Araujo às 19:13 0 comentários
“Mas não adianta agora, querer ser duas pessoas! Porque é suficientemente dificil pra mim ser uma pessoa respeitável.”
Alice, no Livro de Lewis Carrol, Alice no país das Maravilhas.
Postado por Bianca Araujo às 19:08 0 comentários
Agora que estou ali, diante das luzes e dos olhares, me ver é fácil. Mas desafio a preencher com os dedos de uma mão quem me enxergou quando eu era invisível.
Postado por Bianca Araujo às 19:07 0 comentários
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Só eu

Agora sou eu. Sem complemento algum além do meu sobrenome registrado. Sem ponto de referência. Só eu.
Sou eu e o que sinto, e nada mais. E assim será até que eu decida o contrário. E mesmo quando isso acontecer eu ainda serei eu. Serei pra sempre na primeira pessoa do singular, e nunca mais na do plural apenas. Se for pra encaixar um plural em mim, que seja encaixado respeitando o meu singular, e nunca mais será posto em seu lugar.
Serei minha depois de muito tempo. E isso é emocionantemente revigorante (:
Postado por Bianca Araujo às 20:09 0 comentários
