Uma companhia não se faz abominável, pois o calor insuportável, que te deixa zonza e sem vontade de ter ninguém por perto, não te atrapalha na hora de desejar um abraço.
E a mesma companhia não se faz tão necessário, pois não está frio o suficiente pra você desejar calor humano pra esquentar seu coração frio.
O tempo é bom assim, nem frio, nem calor. Tanto do lado de fora, quando do lado de dentro da gente.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Postado por Bianca Araujo às 22:05 0 comentários
sábado, 30 de outubro de 2010
Juizo
Eu podia pura e simplesmente não ter juizo algum. Sair fazendo coisas insanas e não pensar nas possíveis consequencias dos meus atos. Gritar nomes, revelar segredos, cantar na chuva, beijar bocas, abraçar corpos, ter pessoas.Eu saíria agora e bateria aí na sua porta, e antes que você pudesse falar qualquer coisa eu despejaria verdades em você até que não sobrasse mais nenhuma em mim. E aí depois disso, tomaria atitudes das quais eu não me arrependeria. Seria a rainha dos impulsos, e me orgulharia disso.
Podia ser como as meninas dos textos bonitos, que se entregam de corpo e alma a sentimentos.
Mas quem disse que consigo ser assim?
Sou de um estilo diferente. Falo só o que é realmente necessário que você saiba, e deixo claro que não me entrego de completo nunca. Sou um impulsiva in rehab. Tenho o mistério dentro de mim, e pra decifrar tem que me convencer de que realmente vai valer a pena mostrar.
Por isso me recuso a acreditar que não ter juízo pode ser realmente bom assim, apesar de que confesso que nos meus sonhos é mais fácil não ter juizo. Lá eu não preciso lutar com as palavras toda vez que te vejo. Não preciso lutar contra os estímulos nervosos do meu corpo quando te escuto. E não preciso fechar os olhos pra desviar do perigo que é você.
Postado por Bianca Araujo às 19:13 0 comentários
“Mas não adianta agora, querer ser duas pessoas! Porque é suficientemente dificil pra mim ser uma pessoa respeitável.”
Alice, no Livro de Lewis Carrol, Alice no país das Maravilhas.
Postado por Bianca Araujo às 19:08 0 comentários
Agora que estou ali, diante das luzes e dos olhares, me ver é fácil. Mas desafio a preencher com os dedos de uma mão quem me enxergou quando eu era invisível.
Postado por Bianca Araujo às 19:07 0 comentários
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Só eu

Agora sou eu. Sem complemento algum além do meu sobrenome registrado. Sem ponto de referência. Só eu.
Sou eu e o que sinto, e nada mais. E assim será até que eu decida o contrário. E mesmo quando isso acontecer eu ainda serei eu. Serei pra sempre na primeira pessoa do singular, e nunca mais na do plural apenas. Se for pra encaixar um plural em mim, que seja encaixado respeitando o meu singular, e nunca mais será posto em seu lugar.
Serei minha depois de muito tempo. E isso é emocionantemente revigorante (:
Postado por Bianca Araujo às 20:09 0 comentários
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
- Duas mulheres em... Dr. o que esse malandro tem que a gente não tem?
- O senhor já beijos a sua mulher hoje?
- Eu não, porque?
- Aí é que está, aí é que está!
Cena do filme Carandiru (:
Postado por Bianca Araujo às 07:31 0 comentários
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Imagine
Feche os olhos.
Pense nela. Imagine o contorno levemente oval de seu rosto moldado pelo cabelo castanho. Veja seus lábios, rosados e molhados, simétricos ao seu nariz de bolota. Ainda olhando pra ela, fixe nos olhos dela e perceba o brilho que ela sustenta todos os dias. Esses olhos que estão sempre olhando para cima, para um mundo que é maior que a sua altura.
Agora leve a sua mão delicadamente Às bochechas palidas, mas antes não esqueça de colocar o cabelo dela atrás da orelha. Ainda com os olhos fixos na sua íris. Lembre-a de tudo o que você sente, por mais inocente que possa parecer. Dificilmente ela te achará estúpido se perceber a sinceridade das palavras.
Por fim lhe dê um abraço do tipo que se sente o coração e o beijo que ela permitir.
Abra os olhos.
Agora faça!
Postado por Bianca Araujo às 19:48 0 comentários
